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quinta-feira fev 2, 2012

Castigo para os malvados

Seu bebê, que nem completou um ano ainda, já presta atenção nas atitudes alheias e não gosta muito dos que maltratam os outros. É isso mesmo. Um estudo da Universidade de British Columbia (Canadá), mostrou que, ao assistir a um teatro de fantoches, em que um bicho ajudava o colega e outro atrapalhava – e depois o que ajudou recebia uma recompensa e o que atrapalhou recebia punição –, os bebês escolhem ou o bicho com atitude bacana ou o que puniu o com a atitude má. “As crianças assimilam emoções muito rapidamente e já aos 5 meses conseguem associar expressões faciais, tom de voz e movimentos com situações ruins e boas. Por isso, elas conseguiam perceber pela fala dos fantoches as emoções mais agradáveis para elas”, explica a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP). E , claro, ocorre o mesmo na vida real. Os bebês já podem perceber na voz, na postura corporal dos pais e nos movimentos do rosto emoções positivas e negativas. Ou seja, eles entendem muito mais do que a gente imagina.

Fonte: Revista Crescer

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Bebês, Curiosidades, Recreação
terça-feira jan 31, 2012

Crianças criadas com afeto têm hipocampo maior, revela estudo

As crianças criadas com afeto têm o hipocampo – área do cérebro encarregada da memória – quase 10% maior que as demais, indica um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), “sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo”, explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.

Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe. Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. “Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação”, ressalta Luby.

A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso “claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior”. Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, “é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro”, destaca Luby.

Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.

Fonte: Terra Notícias (Agência EFE)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Mídia, Notícias
sexta-feira jan 27, 2012

Ação contra obesidade infantil atingirá 50 mil escolas

O Ministério da Saúde intensificará ações de promoção à saúde, prevenção e controle da obesidade em escolas públicas do país. A iniciativa vai envolver 11 milhões de alunos com idade entre 5 a 19 anos, e faz parte da primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que acontecerá em março nos municípios (ver quantidade por estado no fim do texto) que fazem parte do Programa Saúde na Escola (PSE).

A medida foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff durante o programa de rádio Café com a Presidenta desta segunda-feira (23). Neste ano, mais de 50 mil escolas em 2.500 municípios brasileiros se comprometeram a implementar metas e ações de promoção, prevenção, educação e avaliação das condições de saúde das crianças e adolescentes nas escolas.

O tema de trabalho prioritário em 2012 será Prevenção da obesidade na infância e na adolescência. “Queremos, nessa semana, envolver também os pais para debater um problema que já afeta 1/5 da população infantil. Reduzindo a obesidade infantil, nós vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e a diabetes”.

OBESIDADE – Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009. No Programa Café com a Presidenta, Dilma Rousseff ressaltou a importância do envolvimento de todos na ação.

SAÚDE NAS ESCOLASAs ações do Programa Saúde na Escola são desenvolvidas por equipes de Saúde da Família ligadas à Unidade de Saúde Básica (UBS), que se deslocarão até a escola para examinar as crianças e desenvolver práticas educativas de promoção, prevenção e avaliação das condições de saúde. “A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta”, explica a coordenadora do Programa Saúde da Família, Raquel Turci. Neste ano também serão programadas visitas da comunidade às Unidades Básicas de Saúde, ação prevista dentro da estratégia Saúde Mais Perto de Você.

INVESTIMENTO – O Ministério da Saúde autorizou em dezembro de 2011 o repasse de R$ 108 milhões referente aos 2.271 municípios que aderiram ao PSE no ano passado, sendo que R$ 65,7 serão destinados aos municípios que fazem parte do Mapa da Miséria. Outros 229 municípios aderiram ao programa neste ano e novos recursos serão repassados a partir de fevereiro. Os valores serão liberados em duas etapas: na primeira, o município receberá no início de 2012 os 70% do valor acertado para implementar as ações. Os 30% restantes serão pagos em dezembro de 2012, após prestação de contas das ações em desenvolvimento.

O Programa Saúde na Escola é desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e Educação, desde 2007, com o objetivo de prevenir e promover a saúde dos educandos de 5 a 19 anos. A iniciativa foi integrada ao Programa Brasil sem Miséria, lançado pela Presidência da República em 2011.

Número de municípios que aderiram ao Programa Saúde na Escola:

UF

UF

Nº de Municípios
DISTRITO FEDERAL

DF

1

GOIÁS

GO

99

MATO GROSSO DO SUL

MS

32

MATO GROSSO

MT

63

TOTAL CENTRO-OESTE

195

ALAGOAS

AL

92

BAHIA

BA

218

CEARÁ

CE

149

MARANHÃO

MA

185

PARAÍBA

PB

181

PERNAMBUCO

PE

103

PIAUÍ

PI

131

RIO GRANDE DO NORTE

RN

149

SERGIPE

SE

58

TOTAL NORDESTE

1266

ACRE

AC

14

AMAZONAS

AM

25

AMAPÁ

AP

2

PARÁ

PA

40

RONDONIA

RO

1

RORAÍMA

RR

2

TOCANTINS

TO

99

TOTAL NORTE

183

ESPÍRITO SANTO

ES

24

RIO DE JANEIRO

RJ

39

SÃO PAULO

SP

44

MINAS GERAIS

MG

305

TOTAL SUDESTE

412

PARANÁ

PR

80

RIO GRANDE DO SUL

RS

58

SANTA CATARINA

SC

77

TOTAL SUL

215

TOTAL GERAL

2271 

Fonte: Portal da Saúde – SUS (Paula Rosa)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Notícias, Nutrição
quinta-feira jan 26, 2012

Ressonância identifica dislexia em crianças pré-escolares

Em vez de esperar para uma criança sofrer com dificuldades de leitura, os cientistas agora dizem que é possível identificar a dislexia antes mesmo delas entrarem na escola, de eles serem rotulados como maus alunos e começarem a perder a confiança em si mesmos.

Embora tipicamente diagnosticada durante a segunda ou terceira série da escola – cerca de 7 ou 8 anos – uma equipe do Hospital Infantil de Boston disse ser possível ver os sinais da doença em imagens de ressonância magnética cerebrais em crianças com 4 e 5 anos, momento em que estudos mostram que as crianças são mais capazes de responder a intervenções.

“Nós o chamamos de paradoxo da dislexia”, disse Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva da Criança, cujo estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences – PNAS.

Gaab disse que a maioria das crianças não são diagnosticadas até a terceira série, mas as intervenções funcionam melhor em crianças mais novas, especialmente antes de começarem a aprender a ler.

“Muitas vezes, no momento em que têm um diagnóstico, já se passaram três anos com colegas dizendo que são estúpidos, os pais dizendo que são preguiçosos. Sabemos que eles têm uma baixa auto-estima. Eles estão realmente lutando”, disse Gaab em entrevista por telefone.

Seu estudo baseia-se em um entendimento emergente da dislexia como um problema de reconhecimento e manipulação dos sons individuais que formam a linguagem, que é conhecido como processamento fonológico.

Para ler, as crianças devem mapear os sons do idioma falado em letras específicas que compõem palavras. Crianças com dislexia lutam com este processo de mapeamento.

“A beleza é que a linguagem falada pode estar presente antes da linguagem escrita, então que as pessoas podem procurar os sintomas”, disse Sally Shaywitz, diretor do Centro de Dislexia e Criatividade da Universidade de Yale.

Sinais iniciais de dislexia podem incluir dificuldade com rimas, palavras, pronúncia embolada e confusão de palavras com som semelhante.

“Esses são todos os sintomas muito iniciais”, disse Shaywitz.

A dislexia afeta cerca de 5% a 17% de todas as crianças e até 1 em cada 2 crianças que tenham histórico familiar da doença vai ter dificuldades de leitura, soletração pobre e dificuldade de decodificação de palavras.

Em seu estudo, Gaab e colegas escanearam os cérebros de 36 crianças pré-escolares, enquanto elas fizeram uma série de tarefas, como a tentar decidir se duas palavras começam com o mesmo som.

Eles descobriram que, durante essas tarefas, as crianças que tinham um histórico familiar de dislexia tiveram menor atividade cerebral em certas regiões do cérebro do que as crianças da mesma faixa de idade, inteligência e status socioeconômico.

Crianças mais velhas e adultos com dislexia têm disfunção nestas mesmas áreas do cérebro, que incluem as junções entre os lobos occipital e temporal e os lobos temporal e parietal na parte de trás do cérebro.

Gaab disse que o estudo mostra que quando as crianças predispostas a dislexia fizeram essas tarefas, seus cérebros não utilizaram a área normalmente usada para o processamento dessas informações. Esse problema ocorreu antes mesmo de as crianças começarem a aprender a ler.

“O ponto importante deste trabalho é mostrar a necessidade de procurar por sinais de dislexia o quanto antes”, disse April Benasich, diretor do Centro Carter para a Pesquisa neurocognitiva em Rutgers, a Universidade Estadual de Nova Jersey, que não fez parte do estudo.

Benasich estuda processamento de linguagem em crianças ainda mais jovens -bebês que têm uma história familiar de distúrbios de aprendizagem.

“Há evidências que sugerem que o que pensamos ser problemas de leitura está lá antes de as crianças terem dificuldades”, disse ela.

Gaab disse que seu estudo é muito pequeno para formar a base de qualquer teste para a dislexia, mas sua equipe acaba de ganhar uma bolsa do Instituto Nacional de Saúde para fazer um estudo mais amplo.

Em última análise, ela espera que os pais sejam capazes de ir ao seu pediatra e pedir para o seu filho para ser avaliado.

“As famílias muitas vezes sabem que seu filho tem dislexia logo no jardim de infância”, disse ela em comunicado.

“Se pudermos mostrar que podemos identificar essas crianças cedo, as escolas podem ser incentivados a desenvolver programas de identificação”, disse ela.

Fonte: Gazeta Web (Folha Online)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Notícias
segunda-feira jan 23, 2012

O que fazer quando algumas crianças terminam a atividade antes do que as outras?

Não se trata de falta de planejamento. O ritmo com que os pequenos realizam as propostas que você apresenta faz com que o dia não se desenrole em um compasso perfeito, a ponto de todo mundo fazer a mesma coisa ao mesmo tempo. É claro que organizar as atividades prevendo a duração de cada uma delas é algo a que o educador tem de se dedicar. Porém tão importante quanto isso é planejar sugestões para quem termina as tarefas primeiro com intencionalidade. Isso quer dizer não eleger qualquer coisa somente para distrair a turma, e sim pensar em trabalhos significativos e nas habilidades a serem aprimoradas por meio deles.

Pedir que as crianças esperem os colegas terminar o que estão fazendo não é uma opção (embora muitas sejam submetidas a isso na Educação Infantil). “Se não têm o que fazer, elas ficam entediadas e atrapalham os demais. A situação foge do controle”, explica Maria Carmen Barbosa, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

As atividades de transição (ou de passagem) são válidas não só para organizar o tempo como também para as crianças aprenderem a esperar e respeitar o ritmo dos outros. Ambas as habilidades devem ser construídas aos poucos, tendo sempre você como mediador. Na EMEB Olavo Bilac, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, a turma já está habituada a elas.

“Com a opção de uma atividade paralela, ninguém tem de abandonar a tarefa incompleta só porque alguns colegas já a concluíram”, diz Maévi Nono, professora da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Confira o que e quando propor, quais os encaminhamentos, o que observar e o que evitar.

O que propor Se a sala tem espaços diferenciados, como o canto dos brinquedos e o da biblioteca, vale liberar os pequenos para se divertir neles. Disponibilize também quebra-cabeças, livros, gibis, fantoches, massinha, papel e lápis de cor para desenhar e jogos de montar, entre outros. Na EMEB Olavo Bilac, a educadora Márcia Regina Marques guarda esses materiais em caixas que ficam ao alcance de todos da pré-escola. “Dependendo do número de crianças, organizo um ou dois grupos, não mais do que isso, e distribuo algumas opções”, ela explica.

Quando propor Esse tipo de atividade deve ser apresentada não só como uma alternativa enquanto a turma aguarda um novo desafio. Existem outros momentos que requerem propostas paralelas: os imprevistos (uma criança se machuca e precisa de cuidados) e as tarefas individuais (como escovar os dentes).

Encaminhamentos Quando a maioria dos pequenos acabar a tarefa, diga que eles podem brincar um pouco enquanto esperam os demais, mas sem atrapalhá-lhos. Indique o material que pode ser usado e o distribua ou libere o grupo para pegá-lo. Explique que, quando a atividade principal for terminada por todos, a rotina deverá ser retomada. “É uma oportunidade para as crianças construírem a noção de que formam um grupo que trabalha junto a maior parte do tempo”, diz Maria do Rosário de Souza, da EPG Olavo Bilac, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O que observar Mesmo acompanhando mais de perto os que ainda estão realizando a atividade principal, não deixe de prestar atenção nas crianças que estão lendo ou brincando. Maria Carmen explica que o momento de transição é muito importante para analisar quais os interesses dos pequenos, como eles interagem uns com os outros e se têm mais autonomia.

O que evitar É desaconselhável oferecer várias opções para não dividir a criançada e apresentar livros ou jogos desconhecidos. “A turma não pode depender 100% do educador para brincar, já que ele deve estar mais direcionado a quem ainda não terminou a atividade principal”, diz Daniela Munerato, orientadora educacional da Educação Infantil na Escola da Vila, em São Paulo.

Fonte: Revista Nova Escola (Amanda Polato)

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sexta-feira jan 20, 2012

Em 10 anos investimento em educação infantil aumentou 0,1% do PIB

O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou um balanço do investimento público em educação nos últimos 10 anos, incluídos os esforços dos governos federal, estadual e municipal. O porcentual que o Brasil reserva do Produto Interno Bruto (PIB) para a área é de 5,1%, apenas 1,2 ponto porcentual do que há 10 anos. A etapa com a menor fatia é a educação infantil que recebia 0,3% do PIB em 2000 e uma década depois chegou a 0,4%.

Os anos iniciais do ensino infantil, 1º ao 5º ano, ficam com 1,6% do PIB contra 1,3% que tinham na virada do milênio e os anos finais, 6º ao 9º ano, saíram de 1,1% para 1,5%.

O ensino médio, que tem os piores indicadores em avaliações e dados de evasão, também ficam com porcentual menor, atualmente em 0,8% do Produto Interno Bruto. A educação superior, embora tenha o mais elevado investimento por aluno, como ainda atende apenas 15% da população, ficou com 0,8% do PIB em 2010, contra 0,7% em 2000.

Os dados foram divulgados no momento em que o Brasil amarga mais de um ano de atraso na votação do Plano Nacional de Educação (PNE) exatamente pela queda de braço das entidades ligadas à educação e o governo em relação ao porcentual do PIB que será estabelecido até 2020. O governo federal enviou projeto ao Congresso que colocava como meta chegar a 7% ao final desta década. As entidades pediam 10% e o senado apresentou uma proposta de 8% que incluí investimentos indiretos, como bolsas em faculdades particulares.

A educação infantil, que tem atualmente o menor porcentual é a que mais precisa da aprovação de um investimento maior. A meta para esta etapa é a primeira das 20 que constam no documento. Na proposta do governo ela prevê que até 2016 todas as crianças de 4 e 5 anos estejam na escola e, até 2020, 50% das de até 3 anos. A proposta do Senado acrescenta que até 2016 as vagas para crianças de até 3 anos cheguem a 30%.

Fonte: Último Segundo IG (Cinthia Rodrigues)

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quinta-feira jan 19, 2012

Novidades no Calendário Nacional de Vacinação

O ministro da saúde Alexandre Padilha anunciou, hoje (18), novidades no Calendário Nacional de Vacinação. A partir deste ano, passa a fazer parte do Calendário Básico de Vacinação da Criança, a vacina injetável contra a poliomelite, feita com vírus inativado.

A introdução da Vacina Inativada Poliomelite (VIP) vai acontecer no segundo semestre desse ano. No entanto, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), recomenda que os países das Américas continuem utilizando a vacina oral, com vírus atenuado, até a erradicação mundial da poliomielite, para garantir uma proteção de grupo. O vírus ainda circula em 25 países. O Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o país livre da poliomielite. A VIP injetável será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade. Após essa transição (que deve ocorrer nos próximos cinco anos), as crianças serão vacinadas com a VIP aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.

Na primeira etapa da campanha anual contra a pólio, que acontece no dia 16 de junho próximo, tudo continua como antes. Todas as crianças menores de cinco anos receberão uma dose da vacina oral, independente de terem sido vacinadas anteriormente. Só na segunda etapa, que deve acontecer em agosto, a VIP injetável será introduzida no calendário.

Outra novidade será a inclusão da vacina pentavalente, que combina a atual vacina tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, também chamada de DTP + haemophilus influenza tipo B) com a vacina contra a hepatite B. “A introdução da vacina pentavalente reduz uma picada nas crianças”, diz o ministro Alexandre Padilha. O que, além de amenizar o sofrimento dos bebês, também tem a vantagem de diminuir as idas ao posto de saúde.

Com o novo esquema, os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical. Aos dois, quatro e seis meses, então, tomam a pentavalente. Os dois reforços continuarão sendo dados com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche): o primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos.

Mais novidades

No prazo de quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite e meningite C conjugada. “As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre Padilha.

Fonte: Revista Crescer

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quarta-feira jan 18, 2012

Pular a soneca durante o dia pode deixar o bebê mais ansioso

Atrasou um passeio porque o bebê teve de dormir? Pois saiba que a importância da soneca do dia vai além do bom humor do seu filho. Em um novo estudo realizado na Universidade de Colorado, EUA, os cientistas descobriram que aqueles que não cochilam podem apresentar distúrbios de comportamento. Pesquisadores observaram crianças entre 30 e 36 meses e chegaram a uma conclusão: as que não tiraram a soneca demonstraram maior ansiedade, menor nível de interesse e reduzida habilidade para resolver os problemas.

Os cientistas filmaram as expressões emocionais das crianças enquanto elas tentavam montar quebra-cabeças com e sem solução. O experimento foi realizado em dois dias diferentes: no primeiro, os bebês não haviam dormido durante o dia. Resultado: quando conseguiram resolver o desafio, as reações positivas foram 34% menores em relação aos bebês do segundo dia, que haviam tirado a soneca. Já quando tentavam montar o quebra-cabeça sem solução, as reações negativas cresciam 31% . Os pesquisadores também observaram que os pequenos que descansaram conseguiram mostrar que estavam sentindo dificuldades para resolver o desafio. “Após a soneca, os bebês tornam-se capazes de pedir ajuda de outros, o que é positivo”, afirma Monique LeBourgeois, especialista em sono infantil e coordenadora da pesquisa. “Uma reação que indica engajamento no mundo.”

Um cochilinho durante o dia é fundamental até os 3 anos: revitaliza, relaxa e aumenta a disposição. Nessa fase, o cansaço é maior e a capacidade de verbalizar ainda não foi desenvolvida por completo. À noite, o sono deve durar entre 8 e 10 horas. Em geral, elas ocorrem em dois momentos: uma pela manhã, entre 10h30 e 11h. “Dessa forma, o bebê estará mais relaxado para almoçar e o terá mais apetite”, explica Rosângela Garbers, pediatra e neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). O ideal é que a segunda soneca, à tarde, inicie-se entre 14h e 14h30. Ambas devem durar de 30 a 60 minutos.

Se depois de uma hora a criança não acordar, abra as cortinas aos poucos e coloque uma música calma, para que o despertar seja agradável. Jamais permita que a soneca dure a tarde inteira, por exemplo, para que o sono noturno não seja prejudicado. E à medida que o bebê for crescendo, pode ser que ele sinta necessidade de tirar só um cochilo por dia. “A soneca é saudável sempre”, explica o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). “Porém, crianças maiores de 18 meses quase não precisam mais delas, pois ficam mais ativas.”

Rotina

Mas como fica a soneca das crianças que vão para a escola? Verifique se a instituição oferece tempo e espaço para o repouso dos pequenos. “É preciso, sim, ter um local arejado e tranquilo para os bebês dormirem”, diz Reibscheid. Pois, quando não cochilam à tarde, as crianças costumam pegar no sono no carro, no caminho de volta para casa. “Como já estará perto da hora de dormir, o sono noturno será prejudicado”, completa a pediatra Rosângela.

O organismo da criança deve se habituar a relaxar sempre nos mesmos horários. O bebê se sentirá mais seguro quando estiver próximo a alguém que conheça. Por estarem trabalhando, é comum que os pais não possam sempre estar presentes na hora do soninho da tarde. Por isso, combine os horários da soneca com a babá ou com quem for cuidar da criança. E não esqueça: a rotina do sono também tem de ser levada em conta aos finais de semana.

Fonte: Revista Crescer (Luiza Tenente)

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terça-feira jan 17, 2012

É tempo de brincar lá fora… Aproveite!

O verão chegou! Que tal aproveitar os dias ensolarados para ampliar o espaço das turmas de creche? As vantagens são muitas. Primeiro, porque as atividades fora de sala fazem bem para a saúde: o contato com o Sol ajuda na produção da vitamina D, necessária para a absorção do cálcio, que forma ossos e dentes. Segundo, porque no ambiente externo é possível proporcionar experiências ricas tanto para o conhecimento de mundo como para a formação pessoal e social – os dois pilares da Educação Infantil, segundo os Referenciais Curriculares Nacionais. Correndo, pulando, pintando, plantando, brincando com água e alimentando animais, os pequenos trabalham a socialização, aprimoram a capacidade motora e entram em contato com a natureza. Para isso, a área externa deve ser cheia de oportunidades.

Apesar de todo esse potencial, muitos docentes ainda encaram a hora do pátio como um momento de descanso, em que a criançada fica solta sem nenhuma orientação. Não é a melhor saída. “Para apresentar o máximo de propostas de aprendizagem, é preciso planejar”, explica Karina Rizek Lopes, formadora de professores e selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10.

Antecipe as formas como os pequenos exploram o ambiente

Deve-se considerar, por exemplo, que todas as turmas são heterogêneas. Com isso em mente, uma boa iniciativa é realizar um mapeamento das práticas dos pequenos, investigando como eles interagem com o ambiente externo no dia-a-dia. Em seguida, pode-se fazer um exercício de imaginação, estabelecendo antecipações sobre como as crianças se relacionariam com as propostas que se pretende introduzir. Depois, ao conferir como elas se comportam de fato, o professor ajusta suas previsões à realidade. Manter um registro de como cada uma lida com o ambiente externo e com os colegas é o caminho para pensar nos passos seguintes. Tudo sem perder de vista algo essencial: é necessário incluir as atividades externas como parte da rotina da turma. Afinal de contas, é só por meio do contato intensivo que cada criança se familiariza com as novidades e faz descobertas por conta própria. Para garantir que todos avancem, o ideal é criar um espaço externo desafiador, com diversos ambientes e diferentes estímulos ao desenvolvimento sensóriomotor. A seguir, apresentamos sugestões de baixo custo para chegar lá.

Na areia

■ TANQUE: O uso desse espaço pode ser incrementado com cavalinhos, bonecos e caixotes, estimulando ainda mais o faz-de-conta. Nos dias de calor, vale apostar na água, colocada em bacias para que as crianças percebam a diferença de consistência entre a areia seca e a molhada.

Cuidados: Cobrir o tanque com lona à noite para protegê-lo da chuva e de animais, evitar a mistura de pedrinhas (que podem ser ingeridas) e limpar a areia com frequência – existem produtos específicos para isso.

Adaptação: É possível propor as mesmas atividades no chão de terra ou usando caixas com areia.

No pátio

■ SALA DO LADO DE FORA:  Retirar objetos do espaço interno e transportá- los para o pátio transforma a relação com o espaço, criando brincadeiras, dando novo significado aos objetos e mudando seu uso convencional.

Cuidado: Limpar todos os utensílios antes de retorná-los às salas.

Adaptação: Se houver poucos brinquedos, pode-se levar livros e organizar rodas de leitura ao ar livre.

■ CUIDAR DE ANIMAIS: A ideia é observar e alimentar os bichos. Durante essa atividade, pode-se detalhar características dos animais: tempo de vida, hábitos, se vivem em grupo etc.

Cuidados: Todos os bichos devem ser acompanhados por um veterinário. Também é importante destacar alguém da equipe da creche para cuidar deles nos fins de semana e feriados.

Adaptação: Caso não haja espaço para criações, pode-se optar por animais pequenos, como tartarugas de aquário, peixes e porquinhos-da-índia.

■ PINTURA EM AZULEJOS: Em ladrilhos, é possível pintar, lavar e pintar de novo. O uso de rolinhos, esponjas, pincéis de diferentes espessuras, tintas de cores variadas ou produzidas com as crianças (com beterraba ou urucum, por exemplo) exercita a capacidade de expressão e coloca a turma em contato com a linguagem artística.

Cuidado: Utilizar somente tintas atóxicas e pincéis de boa qualidade, que não soltem as cerdas com facilidade.

Adaptação: Algumas peças de ladrilho ou mesmo uma placa de vidro podem ser colocadas num canto próximo a uma torneira, facilitando a limpeza.

No jardim

■ HORTA: Cultivar diferentes vegetais é uma das estratégias para descobrir quais mudanças cada um deles apresenta ao longo do ano, que insetos mais atrai e que frutos e f lores dá. Também desenvolve a cooperação para realizar uma tarefa. Se um dos pequenos topar com minhocas, o professor pode colocá-las em um aquário de vidro para a turma examinálas melhor. Outra opção é distribuir lentes de aumento de plástico para que cada todos possam vê-las em detalhes.

Cuidado: Prevenir o contato com insetos perigosos – especialmente lagartas, que podem gerar ferimentos. Da mesma maneira, o ideal é evitar espécies de plantas que causem alergias ou tenham muitos espinhos.

Adaptação: Se não houver horta, plantase em vasos, f loreiras e até pneus. Outra opção é cultivar trepadeiras junto a muros e cercas, substituindo as árvores.

■ PIQUENIQUE: Proporcionando interação entre as crianças e estimulando a autonomia para se alimentar, o piquenique serve também para ajudar a conhecer alimentos diferentes. Fazer salada de frutas ou gelatina com a turma é um ótimo incentivo para provar coisas novas.

Cuidado: Atenção a formigas e insetos atraídos pela comida. E, para evitar problemas de saúde dos pequenos, é necessário investigar previamente possíveis alergias a alimentos.

Adaptação: Na falta de gramado, podese estender uma toalha em qualquer espaço com sombra.

Na água

■ PISCININHA: É interessante integrar outros utensílios à água, criando lavatórios de brinquedos ou laguinhos para minibarcos, por exemplo. Outros usos incluem fazer pequenas represas e canais escavados na terra. Produzir arco-íris, com a dispersão de gotas de água na luz solar, instiga a curiosidade e abre caminho para apreciar esse fenômeno da natureza.

Cuidado: Secar as crianças para evitar resfriados. Isso pode ser feito também aproveitando o ambiente externo – em esteiras, enquanto o professor lê histórias para a turma.

Adaptação: Uma alternativa é usar baldes, mangueiras e acessórios de borrifar, vendidos em lojas de jardinagem.

 

Fonte: Revista Nova Escola (Bianca Bibiano)

Veja também: Cursos de Berçarista, Recreação Infantil (1 a 3 anos e 3 a 7 anos) e Contador de Histórias pela UNIRE

Postado por: Vinicius | Na Categoria Berçarista, Criança, Recreação
segunda-feira jan 16, 2012

Falta de afeto entre mãe filho pode levar à obesidade na adolescência, diz estudo

A relação entre mãe, bebê e alimentação começa logo na gestação e tem influência pelo resto da vida. Afinal, os genes e os hábitos alimentares da família vão ditar as preferências da criança. Mas sabia que afeto entre você e o seu filho também interfere na maneira como ele vai lidar com a comida na adolescência? Tal suspeita foi comprovada recentemente por um estudo publicado na revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria, nos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, crianças que tiveram uma relação pouco afetuosa com as mães têm duas vezes mais chances de se tornar obesas aos 15 anos. Os pesquisadores sugerem que isso acontece porque em situações de estresse, a criança aprende a substituir a figura materna pela comida.

No estudo, os especialistas acompanharam mil crianças, com idade entre 15 meses e 3 anos, e analisaram o nível de sensibilidade das mães. Isso foi obtido a partir da observação de atividades monitoradas por vídeo. Os cientistas avaliaram a sensibilidade materna como a capacidade da mãe em reconhecer e atender as necessidades do filho. Eles também observaram se as crianças encaravam as mães como uma base segura e confortável ou não.

Nos casos em que a mães não corresponderam aos anseios dos filhos, as crianças se mostraram mais propensas ao estresse e ao acúmulo de peso.

Para a brasileira Maria Emília Albuquerque, nutricionista infantil do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), a obesidade pode mesmo surgir nos casos em que a comida se torna um escape. “A criança nesse sentido funciona como os adultos, se ela está estressada ou triste vai procurar algo que lhe dê prazer e a comida é um caminho simples para isso”, explica a especialista.

A nutricionista atenta também para os casos em que os pais trabalham demais ou exercem muitas atividades diariamente. Nessas situações, é comum a criança ganhar doces ou fast-food como espécie de recompensa pela ausência, o que pode se tornar um péssimo hábito para os pequenos. “Se funcionar como um prêmio, a criança vai estabelecer um vínculo errado com a comida”, alerta.

Fonte: Revista Crescer (Angélica Oliveira)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Babá, Criança, Culinária, Nutrição
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