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quarta-feira fev 22, 2012

Receitas: Vitaminados

Verão combina com sol, mar ou piscina e… refrescos. Além de água e sucos, você pode preparar vitaminas. Pedimos para a nutricionista Claudia Lobo, autora do livro Comida de Criança (MG Editores), dicas de receitas com combinações deliciosas e inusitadas.

O preparo de todas é o mesmo: bata os ingredientes no liquidificador e sirva frio – o ideal é não coar para preservar as fibras das frutas. Rendem um copo. Confira:

Pera com banana
Ingredientes:

1 ½ fatia de abacaxi
½ banana-prata
½ pera com casca
½ copo de leite
* Deve ser consumida imediatamente após o preparo.

Abacate com mamão

Ingredientes:

½ copo de leite
¼ de abacate maduro
¼ de mamão papaia
* Deve ser consumida imediatamente após o preparo.

Abacaxi com damasco

Ingredientes:

1 fatia de abacaxi
½ banana
½ xícara de iogurte natural
2 damascos secos
* O ideal é consumi-la em até 30 minutos (sob refrigeração).

Fonte: Revista Crescer

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Culinária
sexta-feira fev 17, 2012

Ler para o bebê aumenta vínculo entre mãe e filho

Se você não vê a hora de o seu bebê crescer para ler todos aqueles lindos livros infantis com ele, saiba que não precisa esperar. Um estudo feito com 116 famílias no Montreal Children’s Hospital, no Canadá, e publicado no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics mostra os benefícios da leitura para as crianças já nos primeiros dias de vida: aumenta o vínculo com os pais, tem efeito tranquilizador e ajuda no desenvolvimento cerebral.

Conduzida com pais de bebês internados na unidade de tratamento intensivo, a pesquisa apontou que a situação estressante de ir para casa sem o recém-nascido pode dificultar a ligaçãoentre os pais e a criança. Mas o simples ato de ler um livro em voz alta para o bebê facilita essa aproximação.

De acordo com o relatório, a leitura traz benefícios para toda a família: 69% dos pais sentiram-se mais próximos dos filhos, além de ter a sensação de controle, intimidade e normalidade – mesmo no ambiente hospitalar. Para os bebês, a voz dos pais tem efeito tranqüilizante. “É como se fosse um acalanto. Você está embalando seu filho com palavras”, diz Ilan Brenman, escritor e doutor em educação, que coordenou o projeto Biblioteca viva em hospitais, da Fundação Abrinq, em hospitais de todo o Brasil no início dos anos 2000.

O contato cedo com os livros também ajuda no desenvolvimento da linguagem e facilita, no futuro, a criança aprender a ler. Além disso, a qualidade dos sons que o bebê ouve afeta o funcionamento da audição e a linguagem usada nos livros geralmente é mais rica do que a linguagem do dia a dia. “Ao ler, usamos voz, ritmo e tom diferentes da conversa diária. Isso prende a atenção da criança e, mais para frente, chega na formação do leitor”, completa Brenman.

Fonte: Revista Crescer (Fernanda Tambelini)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Bebês, Notícias, Recreação
quinta-feira fev 16, 2012

Estimule as inteligências do seu bebê

Você sabia que é possível desenvolver a inteligência e as habilidades do bebê através de estímulos em forma de simples brincadeiras? O cérebro do bebê cresce de acordo com os estímulos que ele recebe. Assim, quanto mais estímulos agradáveis ele receber nas diferentes fases da vida, mais sinapses se formam e, portando, mais habilidades serão desenvolvidas.

A principal tarefa dos pais é proporcionar os estímulos certos para que as inteligências psicológicas e motoras do bebê se aprimorem. Ficar bem perto do bebê ao falar com ele e oferecer objetos de cores fortes e contrastantes são maneiras de ajudá-lo, por exemplo, a treinar os recursos visuais. Já para garantir uma audição apurada, converse bastante com seu bebê, cante para ele, conte histórias e deixe-o escutar músicas de estilos variados – incluindo as instrumentais. Quanto antes o bebê começar a ser estimulado, melhor, porque o maior desenvolvimento ocorre até os 3 anos de idade, período no qual o cérebro cresce 60%. Julia Manglano, especialista em estimulação infantil, dá um exemplo: “o bebê que tenha tido o privilégio de ouvir música clássica desde o seu nascimento terá uma capacidade auditiva muito mais desenvolvida e, por isso, mais facilidade para a música e o aprendizado de línguas”.

De acordo com a Dra. Maggie Redshaw, especialista em desenvolvimento infantil, os bebês também precisam brincar. “Brincar deve fazer parte da rotina de todas as crianças. Os pais precisam dar chances aos bebês de experimentar e aprender”. Brincando, a criança analisa, mede, associa, classifica, nomeia e, assim, desenvolve o raciocínio. Fabio Ancona, pediatra e consultor da Pampers, explica que a criança brinca e se encanta com aquilo que está na volta dela. “Por isso, não interromper o que o bebê está fazendo e sempre estimular a repetição é importantíssimo”, ele completa. Mais do que um brinquedo, muitas vezes o que a criança precisa é de um bom companheiro ao lado dela. E, nessa hora, nada melhor do que você mostrar que está lá.

Confira algumas sugestões de brincadeiras para desenvolver as inteligências do seu bebê:

Inteligência auditiva:

· Coloque um trecho de música erudita de qualidade para o seu bebê ouvir durante 3 minutos. Ele deve ouvir o mesmo trecho 3 vezes por dia, durante 1 semana, e depois substitua por outra peça.

Inteligência visual:

· Mostre diferentes fotos ao bebê.

· Mostre ao bebê 10 imagens. Você deve nomeá-las 3 vezes por dia, durante 1 semana. Exemplos: 10 fotos de cachorro, 10 de frutas, 10 de árvores, 10 de flores ou 10 objetos da casa.

· Leia e mostre livros ilustrados todos os dias ao bebê.

Inteligência manual e táctil:

· Dê diferentes objetos para que o bebê segure.

· Dê ao bebê caixas para que ele abra e fecha

· Estimule o seu pequeno a brincar com panelinhas e água.

Inteligência linguística:

· Converse muito e faça perguntas curtas ao bebê.

· Use sempre o vocabulário correto.

· Repita os sons emitidos pelo bebê.

· Exponha ao bebê a várias línguas, sem misturá-las.

Inteligência motora:

· Dê ao bebê a oportunidade de se arrastar várias vezes ao dia.

· Brinque com ele de engatinhar.

· Dance com o bebê.

Fonte: M de Mulher (Aline Gomiero)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Bebês, Recreação
quarta-feira fev 15, 2012

Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?

Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. “No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade”, diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, “os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos.”

Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. “Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas”, diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: “A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos.” Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress, trazendo prejuízos futuros para as crianças.

“A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente”, explica Cypel. “Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a.” Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.
No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.

Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. “Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras”, diz.

Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. “Eles acham que o comportamento das crianças é normal”, diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.

“Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?”, afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. “Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte”, afirma. “Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir”, diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.

Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. “Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente”, disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.

Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.

Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades.

“Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês”, afirma Gattás.

Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão.

Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.

“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.

Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens

 

Fonte: Veja.com (Natalia Cuminale)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Notícias, Recreação
quinta-feira fev 9, 2012

Férias para fazer nada

Os pais, muitas vezes, não sabem o que fazer para entretê-las, e inventam atividades, cursos de férias, acampamentos e um monte de passeios. Tudo isso pode ser muito legal se a criança estiver com vontade de fazer. Mas, e se ela estiver mais interessada em ficar quietinha, em paz? “Os pais devem perguntar o que as crianças preferem fazer”, diz a terapeuta familiar Ana Paula Garcia Luchi.”Afinal, as férias são um tempo delas.”

Os que puderem tirar folga no mesmo período, devem aproveitar para passar os dias com os filhos. Se em uma tarde a criança não quiser brincar na casa dos amiguinhos e preferir ficar deitada vendo TV, tudo bem. Assista junto, converse sobre o programa. Se ela quiser apenas correr, pular e brincar com o que tem em casa, tudo bem também. O bacana é ser uma chance de todos darem um tempo na correria do dia-a-dia. Quem sabe a família não descobre um outro jeito gostoso de ficar junto?

Rotina, sim

Relaxar da correria é importante, mas algumas regras precisam ser mantidas. Quanto menor a criança, menos ela deve se afastar da rotina de horários e obrigações, porque mais difícil será voltar depois. Tomar banho, escovar os dentes, almoçar direitinho: a criança pode até acordar e deitar mais tarde, mas nem por isso ficam de lado os cuidados com a nutrição e a higiene pessoal. Mostre a ela que tudo faz parte. E boas férias!

Fonte: Revista Crescer (Jeanne Callegari, Soraia Gama e Thais Lazzeri)

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Postado por: Vinicius | Na Categoria Criança, Recreação
quarta-feira fev 8, 2012

Educação infantil é prioridade para governo em 2012; Câmara discute o tema

Na abertura dos trabalhos do Legislativo, na última quinta-feira (2), a mensagem da presidente Dilma Rousseff destacou como prioridade para este ano o desenvolvimento das políticas voltadas para a primeira infância. “Se formos capazes de garantir mais e melhor atenção e proteção a essa faixa etária, atuaremos sobre uma das origens da desigualdade em nosso País”, avaliou a presidente. Na Câmara, o tema vem sendo debatido há mais de um ano na comissão especial sobre o Plano Nacional de Educação.

A proposta do PNE, que determina as metas para a educação brasileira na próxima década, prevê a universalização do atendimento pré-escolar das crianças entre 4 e 5 anos de idade até 2016. Já no caso das crianças de até 3 anos, o objetivo é a oferta de creches para 50% do grupo até o final da vigência do plano.

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que integra a comissão especial do PNE, avalia que o governo não deverá cumprir esses objetivos no prazo estipulado. “Tendo em vista a execução orçamentária dos últimos anos e a baixa infraestrutura que vem sendo colocada à disposição da educação infantil, é pouco provável que consigamos atingir esse índice”, alertou.

Marinho explicou que a meta de 50% de atendimento em creches é a ideal, já que muitas famílias priorizam o aprendizado familiar nessa faixa etária, em detrimento do ensino formal. No entanto, segundo ele, faltam políticas efetivas voltadas para esse público dentro e fora da escola. “As crianças chegam à etapa de alfabetização com deficiências cognitivas graves, que prejudicam todo seu desenvolvimento na vida escolar”, disse.

Educação não formal
Para combater as dificuldades na vida escolar, o coordenador da Frente Parlamentar pela Primeira Infância, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), defende a execução de políticas de educação não formal destinadas a essa faixa etária, além do atendimento escolar usual. A ideia, segundo ele, é formar grupos interdisciplinares das áreas de saúde, educação e assistência social para auxiliar as famílias durante o desenvolvimento das crianças.

“Esse tipo de experiência existe em outros países e em alguns locais do Brasil e tem tido bons resultados. O período crítico do desenvolvimento humano não é a partir dos 4 anos, mas a partir do útero da mãe. A maior parte das competências humanas socioemocionais e de aprendizagem desenvolvem-se até os 3 anos de idade. Uma criança bem cuidada nessa fase tem capacidade maior de aprendizagem e relacionamentos sociais mais sólidos”, disse Terra, que também é médico.

A proposta do Plano Nacional de Educação, enviada pelo Executivo em dezembro de 2010, prevê a execução de projetos complementares às creches com orientação e apoio às famílias de crianças com até 3 anos de idade, mas não estabelece metas específicas para o tema.

Fonte: Agência Câmara de Notícias (Reportagem: Carolina Pompeu/Edição: Pierre Triboli/ Fotos: Beto Oliviera e Leonardo Prado)

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terça-feira fev 7, 2012

Nutricionista alerta para alimentação na volta às aulas

O período de volta às aulas chegou e, com ele, a preocupação em como montar uma lancheira saudável para as crianças. Para garantir que a garotada tenha energia suficiente para brincar e estudar com disposição, o lanche deve ser composto por nutrientes adequados.

De acordo a nutricionista do Programa Saúde na Escola (PSE), da Secretaria de Estado da Saúde, Elcira Delfino Nascimento, a alimentação escolar deve atender às necessidades nutricionais de crianças e adolescentes. “Não só em quantidade como em qualidade, apresentando harmonia entre os grupos energéticos, construtores e reguladores com a devida adequação aos indivíduos a que se destina”, afirma.

Na opinião da nutricionista, a escola deve buscar ser um formador de hábitos saudáveis, em parceria com a família, que também desempenha papel fundamental. “A escola é um espaço representativo da sociedade e, como tal, reflete a problemática do crescimento da obesidade na população mundial e de forma preocupante no Brasil, atingindo todas as idades. A partir do 5 anos de idade, confirma a tendência de aumento acelerado do problema, para isso inúmeras atividades são repassadas através do PSE para alertar os pais e alunos”, explica a nutricionista.

Elcira Nascimento dá dicas de como inserir alimentos mais saudáveis e montar uma boa lancheira.

Como montar uma lancheira com alimentos saudáveis

- Evitar monotonia de opções. Procure variar o máximo possível as opções de lanches e as cores para a criança sentir prazer e desejar comer.

- Cuidado com lanches que vão frios, requeijão ou mesmo evitar levar iogurtes ou produtos que necessitam de refrigeração. São alimentos fáceis de estragar e dificilmente as escolas tem um refrigerador para armazenar o lanche;

- Sempre coloque uma fruta na lancheira. Mas deixe com que a criança participe da escolha de qual fruta ela quer levar no dia. Se ela não quiser nenhuma, escolha frutas que não estragam com facilidade e envie junto na lancheira. Se a criança não comer na escola, ela comerá em outra oportunidade;

- Sempre pergunte dos lanchinhos dos colegas. Assim ficará mais fácil identificar quando a criança comeu algo do amigo. As trocas de lanches escolares são comuns, mas para crianças com obesidade isso pode agravar mais o ganho de peso;

- Além da fruta é necessário levar outra opção de carboidrato que são responsáveis pela energia. Coloque na lancheira pães integrais, bisnaquinha integral, barras de cereais, biscoitos integrais.

- As geleias de frutas e polenguinho são boas opções de passar no pão por não precisarem de refrigeração;

- Quando for biscoitos ou bolachas não deve colocar na lancheira o pacote inteiro. Sempre separe as porções de 4 a 5 biscoitos para não correr o risco da criança passar da quantidade adequada;

- Orientar a criança quando ela for consumir salgados da cantina, escolher os assados e evitar as massas folhadas. O pão de queijo, enroladinho, esfiha e torta são boas opções.

- Sempre coloque uma garrafinha de água na mochila. As crianças se esquecem de beber água. Avise a professora para lembrar o seu filho de tomar a água.

- Os achocolatados possuem muita gordura e açúcar. Evite colocá-los todos os dias na lancheira.

Fonte: 180graus.com (Programa Saúde na Escola)

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segunda-feira fev 6, 2012

10 dicas da ciência para criar filhos felizes

A missão de criar filhos nunca foi considerada fácil, mas há várias maneiras de orientar pais de primeira viagem. O site LiveScience elencou dez dicas úteis que os pesquisadores dão para educar crianças bem ajustadas. Confira:

10 – Brinque desde muito cedo

Uma criança precisa de pais que possam representar uma companhia divertida nas horas alegres. Por essa razão, os cientistas destacam o papel fundamental das brincadeiras na vida entre pais e filhos desde a tenra infância. Brincadeiras agregam criatividade e saúde psicológica aos pequenos.

9 – Seja positivo

A agressividade infantil está diretamente relacionada ao clima emocional que a criança encontra em casa. E filhos que tiveram histórico de agressividade até os 5 anos de idade tendem a carregar essa característica adiante na vida. Dessa maneira, é importante evitar atitudes negativas na presença das crianças.

8 – Estimule a autocompaixão

Uma criança não deve ser incentivada a reprimir seus pensamentos e sentimentos. Um filho saudável é aquele que sabe entender a si mesmo, nos erros e acertos, e os pais têm um papel crucial nesse sentido, com palavras e exemplos.

7 – Ofereça liberdade

É primordial deixar os filhos saírem pouco a pouco das asas dos pais. Impedir que os filhos vivenciem determinadas situações não apenas atrasa a experiência das crianças, mas também origina problemas como ansiedade, individualismo e um fechamento natural a novas experiências. Se você é o tipo de pai que questiona os professores a cada nota ruim do filho na escola, é hora de repensar alguns conceitos.

6 – Conserve seu casamento

Um dos maiores trunfos de educação dos filhos não está na sua relação direta com eles, mas sim entre você e seu cônjuge: um casamento estável aumenta as chances de segurança emocional dos pequenos. Pesquisas apontam que os problemas de insônia em crianças estão relacionados a casamentos desequilibrados, em que os filhos são forçados a escutar brigas no quarto ao lado quando precisam pegar no sono.

5 – Vigie sua saúde mental

Nenhuma criança consegue ser 100% estável mentalmente se seus próprios pais tiverem problemas nesse sentido. Mães deprimidas, por exemplo, contribuem para aumento do estresse desde a primeira infância. Esta situação se agrava porque trata-se de um período muito exigente, em que a mãe precisa atender a incontáveis chamados e choradeiras do bebê.

4 – Bom relacionamento entre mães e garotos

Pode parecer novidade, já que a figura paterna sempre foi vista com mais importância nesse caso, mas os filhos meninos são os que mais precisam de uma presença feminina em casa. Estudos recentes apontam uma ligação estreita entre a boa relação mãe e filho, até a adolescência, com o sucesso das relações amorosas do rapaz anos depois.

3 – Permita a argumentação

É claro que você não deve deixar seu filho sempre dizer aquilo que pensa a qualquer hora, mas um pouquinho de “desrespeito” é algo saudável. Pais que sufocam completamente a argumentação das crianças durante uma discussão ajudam a criar adolescentes que não sabem lidar com situações de oposição. É necessário haver diálogo.

2 – Não force a perfeição

A figura clássica de filhos reprimidos por não serem exatamente os melhores, em determinado assunto, é algo muito nocivo. Ninguém é perfeito e as crianças não podem sofrer em demasia por estarem aquém das expectativas. A melhora das habilidades do seu filho devem acontecer através de incentivo, não de pressão.

1 – Conheça seus filhos

Uma boa educação é baseada em um conhecimento profundo. Quanto mais tempo passamos com os filhos, mais aprendemos com eles e a respeito deles. Esta dica serve para guiar seu trabalho nas outras nove: saber a personalidade, perfil emocional e características de seu filho ajuda a guiar o trabalho de educar em todas as situações.

Fonte: hypescience.com (Stephanie D’Ornelas)

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quinta-feira fev 2, 2012

Castigo para os malvados

Seu bebê, que nem completou um ano ainda, já presta atenção nas atitudes alheias e não gosta muito dos que maltratam os outros. É isso mesmo. Um estudo da Universidade de British Columbia (Canadá), mostrou que, ao assistir a um teatro de fantoches, em que um bicho ajudava o colega e outro atrapalhava – e depois o que ajudou recebia uma recompensa e o que atrapalhou recebia punição –, os bebês escolhem ou o bicho com atitude bacana ou o que puniu o com a atitude má. “As crianças assimilam emoções muito rapidamente e já aos 5 meses conseguem associar expressões faciais, tom de voz e movimentos com situações ruins e boas. Por isso, elas conseguiam perceber pela fala dos fantoches as emoções mais agradáveis para elas”, explica a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP). E , claro, ocorre o mesmo na vida real. Os bebês já podem perceber na voz, na postura corporal dos pais e nos movimentos do rosto emoções positivas e negativas. Ou seja, eles entendem muito mais do que a gente imagina.

Fonte: Revista Crescer

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terça-feira jan 31, 2012

Crianças criadas com afeto têm hipocampo maior, revela estudo

As crianças criadas com afeto têm o hipocampo – área do cérebro encarregada da memória – quase 10% maior que as demais, indica um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington em Saint Louis (EUA), “sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo”, explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.

Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe. Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. “Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação”, ressalta Luby.

A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso “claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior”. Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, “é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro”, destaca Luby.

Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.

Fonte: Terra Notícias (Agência EFE)

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