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A Importância do brincar para as crianças

 
É uma queixa geral a ausência de brincadeiras nos lares, onde existe uma preponderância dos vídeo-games e programas de televisão. Não vemos mais crianças brincando de amarelinha, pulando corda, brincando de bola.... 
Atividades para Bebês - PRESENCIAL
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Nestas próximas edições falarei sobre a importância do brincar, numa expectativa de que, sabendo das contribuições que o brincar oferece ao desenvolvimento da criança, pais e educadores dediquem mais seu tempo a essa atividade tão prazerosa.

“As brincadeiras das crianças deveriam ser consideradas  suas atividades mais sérias" (Montaigne)
       
Para entendermos uma criança devemos entender suas brincadeiras: Através da brincadeira  as crianças começam a compreender como as coisas funcionam: o que pode ou não ser feito com os objetos e como. As brincadeiras  mudam à medida que as crianças crescem em compreensão e problemas diversos começam a ocupar as suas mentes.
            
“Freud via a brincadeira como o meio pelo qual a criança efetua suas primeiras grandes realizações culturais e psicológicas, e dizia que através da brincadeira ela expressa a si própria: isso é verdade mesmo para um bebê, cuja brincadeira consiste em nada mais do que sorrir para a mãe enquanto ela lhe sorri. Percebeu também o quanto e como as crianças exprimem bem seus sentimentos e pensamentos por meio das brincadeiras. São por vezes sentimentos sobre os quais a própria criança permaneceria ignorante, ou sob os quais estaria esmagada se não lidasse com eles representando-os sob a forma de fantasia lúdica.

Tão valiosa é a brincadeira que a “ludoterapia” tornou-se o caminho principal para ajudar a criança pequena em suas dificuldades. Freud dizia que o sonho é a “estrada real” para o mundo interno consciente e inconsciente da criança: se quisermos conhecer seu mundo interno e ajudá-la precisamos aprender a andar nessa estrada.

Através de uma brincadeira da criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo - o que ela gostaria que ele fosse, quais as suas preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que teria dificuldades de colocar em palavras. Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo, se bem que ela e os adultos que a observam possam pensar assim. Mesmo quando entra numa brincadeira em parte para preencher momentos vazios, sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos”.

Por que as crianças brincam? Primeiramente as crianças brincam porque é prazeroso, é agradável. Quem de nós não recorda quando estávamos brincando e algum adulto nos chamava para fazer outra coisa? Lembra o quanto não gostávamos disso? Afinal, deixar uma brincadeira pela metade era desviar o pensamento de algo que estava sendo “criado”... ou seja, nossa criação era interrompida. E pior, às vezes pra fazer algo que nem gostaríamos de fazer, pois aos nossos olhos (de criança) não era importante. Era importante para os olhos do adulto. Portanto, é preciso, que nós adultos, tenhamos respeito pela brincadeiras das crianças. Não devemos ir interrompendo esse momento de prazer que elas estão tendo, em prol do nosso prazer, da nossa visão e até mesmo do nosso poder.

Quando as crianças brincam elas entram num mundo diferente deste, elas mergulham no mundo da fantasia. Muitas vezes nem nos ouvem. Podemos falar com elas que elas nem percebem, afinal sua atenção está voltada pra uma seqüência de raciocínio alheia ao real. 

Observe uma criança brincando e verá que ela está interagindo com o brinquedo:  ri, faz cara feia, faz movimentos, se aborrece, se encanta... ou seja... milhões de sentimentos são vividos no momento do BRINCAR. É uma estupidez do adulto quando ele não reconhece essa interação e “violenta” uma brincadeira. Imagine-se concentrado em uma atividade e alguém te surpreende com uma interrupção abrupta... como isso é desagradável, desrespeitoso, aviltante.
 
A criança sente-se exatamente assim: violentada. Por isso, quando não houver alternativa e você tiver que retirar a criança desse momento lúdico,  faça-o de maneira gentil, delicada.

Por exemplo, se ela está brincando e você quer servir o jantar, diga-lhe (5 minutos antes): - Querido(a), daqui a cinco minutos vamos jantar!

Ela vai ouvir e naturalmente “acelerará” sua brincadeira para que ela acabe antes do jantar. Tanto que muitas vezes ela avisa: “espera um pouquinho, ainda não acabei a brincadeira...”

Tudo o que precisamos é dar-lhe esse tempo para que o processo mental se conclua: Se não houver tempo para isso, previna-a de que é preciso parar naquele momento mas que mais tarde poderá continuar.

A sensação de começar e terminar uma brincadeira é muito importante para a formação da personalidade da criança, pois ela vai adquirindo o hábito (e a sensação de realização) de concluir tarefas, vai assimilando valores de competência, de “missão cumprida”.


Artigo publicado no dia 10 de Novembro de 2017 -  Telefone: 11-5575 6300 - Whatsapp: 11-94600 6300










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