Ensinar uma criança a reconhecer o que sente também é uma forma de protegê-la
Uma criança precisa aprender muitas coisas enquanto cresce.
Aprende a falar, brincar, dividir, esperar, explorar o ambiente e desenvolver sua autonomia.
Mas também precisa encontrar palavras para aquilo que acontece dentro dela.
Medo, tristeza, raiva, desconforto e alegria fazem parte da infância, mesmo quando a criança ainda não consegue explicar exatamente o que está sentindo.
Para o profissional que trabalha com crianças, compreender esse processo pode fazer diferença na maneira de conduzir conversas e atividades.
A alfabetização emocional não significa impedir que a criança tenha emoções difíceis.
Significa ajudá-la a reconhecê-las e compreender que pode falar sobre aquilo que sente.
Esse conhecimento ganha uma dimensão ainda mais importante quando pensamos em proteção.
Uma criança que aprende a reconhecer seus sentimentos, perceber seus limites e procurar adultos de confiança começa a construir ferramentas importantes para se expressar.
Por isso, educação emocional não é algo separado do cuidado.
Em muitos momentos, ela também pode fazer parte da proteção.
