Proteger uma criança também é ensiná-la que seu corpo merece respeito
Para uma criança pequena, conceitos como privacidade, limites e consentimento precisam ser apresentados de maneira que ela consiga compreender.
Isso pode começar com ideias simples: reconhecer partes do próprio corpo, perceber quando um toque é confortável ou desconfortável e entender que existem adultos de confiança a quem pode pedir ajuda.
Atividades e histórias podem tornar essas conversas mais naturais.
A formação Crianças Protegidas trabalha recursos como o "Toque do Sim e Toque do Não", o "Semáforo do Toque", regras de proteção e a construção de uma rede de pessoas de confiança.
O valor dessas ferramentas não está apenas em ensinar uma regra.
Está em ajudar a criança a desenvolver uma linguagem para falar sobre aquilo que acontece com ela.
E isso exige do adulto sensibilidade.
Não basta repetir conceitos: é preciso saber adaptar a conversa à idade, ouvir as respostas da criança e criar um ambiente em que ela se sinta segura para falar.
A proteção começa muito antes de uma situação de risco.
Ela também é construída quando a criança aprende que sua voz tem valor.
